sábado, 24 de julho de 2010

Folhas Caindo


A felicidade sempre esteve nela, mas ela não sabia, nunca pensara nisso, nunca seus olhos e coração perceberam como agora, hoje mais do que nunca sua real existência.
Junho- Ela está preocupada, anciosa com o que está por vir; Em seu quarto fechado não muito iluminado por hora estuda, concentrado está passando olhos atentos sobre não sei oque, relê, talvez o assunto era difícil e tornou-se maçante, tosse, logo perde o foco, olhos longes viraram brilhantes, o pensamento entortado por algum tempo foi longe, no alto... mas logo sente seus pés nus tamanho trinta e cinco tocando o pó do chão frio. Frio constante num dia errante, pelo seu semblante dizia o bastante; Seu corpo gritava, cabeça lotada não era domada, mostrava o nada, nada dum dia que não se fez que em sua mente pensa que fez.
O vento sopra
Lembrança que vai e volta
O que é e o que foi não se sabe
o vento passou e arrastou
Julho- Numa varanda em uma tarde nublada sentada numa cadeira de balanço, sobre seu colo escreve esses versos numa folha branca. Ela busca respostas, e recorre ao que julgava ser solução: seu coração. A resposta parecia uma incógnita sem solução, a resposta era visceral, fácil não ia ser.
O vento soprava música, seus olhos castanhos fitavam o verde, verdes nuances de folhas do campo de todos os tipos lhe trazem uma sensação chamada felicidade. Uma fina garoa cortante cobria intensamente aquelas folhas, que agora, aos olhos da menina mais pareciam jóias raríssimas. O céu embora nublado trouxe um sol que tímido resolveu desaparecer; Mesmo assim o vento soprava música, convidando as árvores para uma dança nunca vista antes.
Não eram as folhas verdes que faziam os olhos daquela garota brilharem, mas sim o que dizia nelas- A resposta da questão não estava em seu coração, a resposta da questão em todo tempo estava naquilo que a cercava.

Mateus 5.1-13

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